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Metodologia LEAN e a Gestão Hospitalar

  • 9 de jan. de 2019
  • 3 min de leitura

Modernização dos processos deve ser aliada a engajamento, profissionalização da gestão e investimento em tecnologias inovadoras, com objetivo de atingir eficiência e melhorar a assistência.


Uma administração hospitalar eficiente e inovadora é fundamental para colocar em prática os novos conceitos que chegam ao setor de Saúde.


Como a medicina preventiva ou a remuneração baseada em valor, ou mesmo para alcançar a chancela de Hospital Digital.


A melhoria dos processos de backoffice tem impacto direto na qualidade da assistência, aumentando a satisfação e segurança do paciente, que se vê mais respeitado com procedimentos gerenciais simples e transparentes, que diminuem a espera e também os erros.


Para a gestão hospitalar, os processos modernos refletem em diminuição de gastos, já que aumentam a inteligência organizacional.


A profissionalização da gerência hospitalar é o primeiro passo para atingir essa eficiência na qual é possível racionalizar custos e reduzir desperdícios.


Cada vez mais hospitais entendem que a gestão é fundamental para construir uma assistência sólida e de referência.


Nesse contexto, alguns modelos típicos do setor industrial podem ser incorporados à administração hospitalar.


O mais conhecido e que já tem, inclusive, aplicação prática é a metodologia Lean. Em uma tradução literal, o termo quer dizer “enxuto”.


Ou seja, trata-se de um método que institui o uso de nada além do que os recursos necessários para a realização de um determinado trabalho, etapa ou processo, evitando desperdícios.


João Chang Junior, doutor em administração e professor de engenharia de produção no Centro Universitário FEI, destaca que o modelo se encaixa bem no setor da Saúde, principalmente por auxiliar na resolução de desafios complexos.


"O principal objetivo é ampliar o desempenho e diminuir custo.


O foco está na redução do desperdício, por meio da aplicação do mapeamento e gerenciamento de processos.


Assim, perdas relacionadas a materiais, pessoas, tempo e espaço são identificadas, reduzidas ou mesmo eliminadas.”


Mais avançado na transformação digital, o setor industrial contempla outras valiosas lições que podem ser aplicadas na Saúde.


Chang Junior explica mais sobre o gerenciamento de processos, premissa básica do método Lean.


"A indústria usa técnicas de estatística, pesquisa operacional, inteligência artificial e simulação para criar cenários e fazer previsões.


No projeto que a FEI desenvolve com o Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), aplicamos essas técnicas para analisar e otimizar os desfechos de pacientes atendidos pelos ambulatórios e pelo centro cirúrgico.


Utilizamos a mesma quantidade de recursos, mas os resultados são otimizados."

Tecnologia


A indústria também lidera o aspecto tecnológico, em especial aquelas que já adotaram o conceito 4.0, que caracteriza a utilização do que há de mais moderno para produzir bens de consumo: big data, internet das coisas, inteligência artificial, entre outras ferramentas.


A Saúde também pode se inspirar nessa indústria 4.0.


Um exemplo é a adoção do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que, além de organizar os dados e servir de apoio ao diagnóstico, pode ser utilizado também para a tomada de decisão gerencial.


Especialmente quando integrado a outras ferramentas, como um sistema de gestão hospitalar (Enterprise Resource Planning, ERP) ou um Sistema de Arquivamento e Comunicação de Imagens (Picture Archiving and Communication System - PACS).


O professor comenta que tecnologias mais avançadas também otimizam os processos hospitalares.


"No projeto com o InCor, por exemplo, estamos desenvolvendo algoritmos que sugerem o agendamento de cirurgias eletivas de pacientes em dias e horários pré-estabelecidos, tendo em vista a sua criticidade e a melhor utilização dos recursos hospitalares, de forma a ampliar o número de atendimentos com a máxima eficiência."


A busca pela desospitalização e o aumento da eficiência das instituições passa pela adoção desses e de outros modelos de administração hospitalar.


Cabe ao gestor decidir de que forma as metodologias existentes podem ser aplicadas na realidade de cada organização.


Desafios

Chang Júnior cita três desafios na implementação de metodologias da indústria em organizações de Saúde:


Mindset: a mudança de mentalidade é um passo fundamental, mas organizações mais tradicionais podem enfrentar dificuldades para realizá-la;


Engajamento: é preciso deixar claro aos profissionais de Saúde que as metodologias e a tecnologia não têm como objetivo substituí-los, mas sim otimizar suas rotinas e dar mais qualidade ao cuidado com o paciente;


Tecnologia: o nível de transformação digital pode se tornar uma barreira para a implementação de processos mais modernos.


Os hospitais devem entender que verba para tecnologia é investimento.


A aplicação de modelos importados da indústria, juntamente com a adoção de tecnologia, levará a administração dos hospitais a outro patamar.


Nele a eficiência e a redução do desperdício refletem na qualidade da assistência e na segurança do paciente, fatores que vão garantir a sustentabilidade das organizações.

Fonte: MV - Líder em Sistemas de Gestão de Saúde

 
 
 

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PROGRAMA DO CURSO:

1. Prevenção Geral de Acidentes  (dependências externas e internas da Escola)

  • Cuidados com o manuseio das mochilas pelas crianças,

  • Cuidados referentes à  hora do soninho das crianças,

  • Cuidados com quedas do trocador do bebê,

  • Cuidados na hora da alimentação: intolerâncias, alergias extremas e engasgos,

  • Cuidados com o uso de medicamentos na Escola,

  • Orientações sobre cuidados com os acidentes no Pátio,

  • Reforçar orientações com relação à negligência (nunca permitir crianças sozinhas em sala de aula).

2. Engasgamentos: Prevenção e Manobra de Heimlich (demonstração com uso de bonecos especícos do Engasgo),

  • Prática da realização da Manobra de Heimlich.

3. Traumatismos em Geral, com Sangramentos e sem Sangramentos (noções de fratura e remoção do acidentado),

4. Assistência às Mordidas: Prevenção, abordagem e  condutas,

5. Epistaxe: assistência ao sangramento nasal expontâneo,

6. Cuidados nos episódios de febre e convulsão,

• Uso de medidas gerais e assistência à crise convulsiva.

7. Assistência na Aspiração de Corpos Estranhos - ouvido,  nariz e olhos e boca (Intoxicações),

8. Noções Básicas de RCP (Reanimação Cardio Pulmonar).

Cito algumas Escolas como referência: Colégio Monteiro Lobato, Colégio La Salle São João, EEI Balão Azul, EEI Carrocel, EEI Cicla, EEI Hotelzinho, EEI Girafinha Travessa, EEI Recriar, EEI Bicho Carpinteiro, EEI Vovó Margarida, entre outras.

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